Atendimento às Confissões é recorde no XXVII Rebanhão

A Confissão é uma das bases da Igreja Católica. É um dos sacramentos mais divulgados. Isto não é diferente no Rebanhão. A procura das confissões começou cedo. Mesmo que o expediente de confissões comece às 8h, há pessoas que chegam antes das 7h para não enfrentarem filas tão grandes. Para se ter uma ideia, neste ano houve um recorde no número de atendimentos. No primeiro dia de encontro (domingo,10), aproximadamente 400 pessoas se confessaram. Na segunda-feira, uma média de 600 atendimentos. Um fato histórico, já que não eram feitos mais de 300 por dia de encontro nos últimos anos.

Este é o caso de Eliane Cunha, que é professora da educação infantil em Planaltina/DF. Eliane chegou às 6h40 e já começou a procurar os padres que poderiam atender à sua Confissão. Ela participa do Grupo de Oração Santa Rita de Cássia, da Paróquia com o mesmo nome há nove anos, além de ser catequista. A professora afirma que veio ao XXVII Rebanhão para ter um carnaval com Deus, um Carnaval diferente. “A confissão é uma preparação para a Quaresma. A gente se limpa. Se esvazia”, conclui.

A coordenadora da área de confissões do XXVII Rebanhão, Eliete Pereira, afirma que se surpreendeu pela quantidade de padres que aceitaram o convite do Arcebispo de Brasília, Dom Sérgio da Rocha, para trabalharem nos três dias do encontro. “Há dez anos participo deste setor e nunca ocorreu o que houve aqui. Nenhuma pessoa ficou sem atendimento tanto no primeiro, quanto no segundo dia. É uma alegria imensa.”

Nos dois primeiros dias de encontro, 21 padres auxiliaram no atendimento – no domingo, 9 e na segunda, 12. Eles se revezavam durante o horário de atendimento que vai das 8h às 17h30. 15 padres são esperados para o último dia do encontro, na terça. Eles vem de diversas paróquias do Distrito Federal e entorno, voluntariamente. Eles recebem as alimentações para todo o dia e, quem precisa, recebe o transporte para casa.

Todos os presbíteros do DF receberam uma carta de Dom Sérgio com o convite para o atendimento. Rubens Carvalho é seminarista do Instituto Bíblico de Brasília e auxiliou no convite aos párocos, vigários e religiosos. Segundo ele, houve uma preocupação maior com a presença dos sacerdotes nas Confissões devido à pequena procura no XXVIII Vem Louvar, em dezembro de 2012. Apenas dois padres fizeram atendimento durante o encontro. “Apresentamos o problema ao Arcebispo que nos deu todo o auxilio e nos indicou a mandar a carta-convite”.

Para o seminarista, a grande procura pelo Sacramento no encontro deve-se ao costume do povo a ir às festas nos primeiros dias dos feriados Carnaval e chegar ao encontro necessitado de lavar o que ficou sujo. “Aqui é um ambiente propício. Há servos rezando, outros adorando. A Confissão acaba sendo uma porta para o Céu”. O futuro padre já está ansioso para os primeiros ritos religiosos que vai fazer quando se ordenar: “A primeira Confissão e a primeira Missa são um sonho. Já existem pessoas na fila”, ressalta com alegria.

O padre Moacyr Gondim é pároco da Igreja Nossa Senhora da Assunção no PSul, Ceilândia, e ministra o Sacramento no Rebanhão há 18 anos, porém, somente em 15 edições, pois ficou fora do DF três anos. “A Confissão é uma oportunidade única de obter a graça do perdão e, assim, um desejo de uma nova vida. É a grande misericórdia de Deus dispensada para os homens”, afirma padre Moacyr. Segundo ele, muitas pessoas ficam mais de dez anos ou, até mesmo, nunca se confessarem. “Muitos chegam com feridas e desordens. Retiros como este são extraordinários, pois auxiliam na curas destas feridas”, conclui.

A espera na fila pode ser de mais de uma hora. Mas o fato não parece incomodar muito. A integrante do grupo “Segue-me” e da Paróquia Nossa Senhora Aparecida em São Sebastião, Raika Araújo, entrou na fila das Confissões às 8h. Já estava na fila há uma hora e não estava perto de ser atendida. “Quero confessar para purificar meu coração. Entrar na Quaresma em espírito de oração”, diz a estudante de engenharia Florestal da Universidade de Brasília (UnB).
Ao entrar na fila do Confessionário, a pessoa recebe um papel com uma meditação e preparação para o rito. Alguns preferem fazer uma oração pessoal, outros continuam rezando em comunidade, mas todos ficam concentrados. A conversa no local é pequena. De certo, sabem que o que receberão é muito importante para o tempo de Quaresma que se aproxima.

Por João Paulo Mariano
Equipe de Comunicação Social do XXVII Rebanhão

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s